Exemplos que contagiam: porque ler a vida de santos faz nós imitar-lhes.
"Procura assegurar-se da intercessão dos Santos, pela imitação de suas virudes, pois, se com eles praticares a virtude, com eles poderás um dia gozar da glória eterna." (São Leão)
Santa Teresa D´Avila †1582
15 de Outubro
Acostumada desde pequena a leitura de bons livros, o espírito da menina não conhecia maior encanto que o da vida dos santos mártires. Tanto impressionou esta leitura que, desejosa de encontrar o martírio, combinou com o irmão a fuga da casa paterna, plano que realmente tentaram executar, mas que se tornou irrealizável, dada a vigilância dos pais.
Teresa que fugiu de casa, para se internar no mosteiro das Carmelitas em Ávila. No meio do caminho lhe sobreveio uma grande repugnância pela vida religiosa e por pouco teria desistido da idéia. Vendo em tudo isto uma cilada do inimigo de Deus e dos homens, seguiu resolutamente o caminho, e ao transpor o limiar do mosteiro, os receios e escrúpulos deram lugar a uma grande calma e alegria de coração.
“Quisera sobretudo, derramar meu sangue por ti até
a última gota. O martírio, eis o sonho de minha juventude.
E este sonho cresceu comigo nos claustros do Carmelo”.
“Jesus, Jesus, se quisesse escrever todos os meus desejos,
ser-me-ia preciso emprestar o livro da vida onde são
relatadas as ações de todos os santos, e essas ações
quisera tê-las realizado por ti”.
(Santa Teresa)
Santo Agostinho
Quando estava se convertendo, recebeu a visita do amigo Ponticiano, que lhe contou a vida de Santo Antão. Foi hora da graça triunfar. Agostinho confessa que, ao conhecer a vida do grande eremita, ficou profundamente comovido e tão forte foi esta comoção, que se viu tomado de verdadeiro horror do pecado. "O que eles(santos) conseguiram será para mim coisa impossível?" (Santo Agostinho)
São Félix de Cantalício, imitando a São Francisco, seu pai espiritual, chamava o corpo "o irmão burrinho", dando-lhe o tratamento correspondente a pão e água e descanço numa dura táboa.
O martírio de Santa Bárbara † séc. III e Juliana.
Na época dos séc. III e IV o cristão que não se convertesse ao paganismo seria julgado até ser morto.
Santa Bárbara havia sido flagelada duas vezes e depois insultada nua no meio da multidão no qual depois foi levada para a morte. Seu pai, que era pagão, deu o último golpe que a matou. E após, uma mulher de nome Juliana, que tinha visto as cenas horripilantes do martírio de Santa Bárbara, apresentou-se ao governador (pagão), com a declaração de ser cristã e de ter o desejo de morrer como Bárbara morreu. Foi fácil atende-la, e no mesmo dia Deus lhe concedeu a palma do martírio. O corpo de Juliana descansou ao lado de Bárbara, com a alma da qual entrou triunfante no céu. O pai de O pai de Bárbara morreu fulminado por um raio durante uma tempestade naquela ocasião.